No apagar das luzes
Cá estou, nos últimos minutos de março, escrevendo para compensar meus planos frustrados de publicar neste blog com mais frequência. Queria tanto, mas foi um mês bem insano por aqui e basicamente passei as três últimas semanas me adaptando aos quinhentos imprevistos que surgiram.
Eu tinha planejado um ótimo mês, com viagem para Cabo Frio, encontrinhos com as amigas, festas de aniversário (conheço muitos arianos e não sei o que isso significa), o retorno dos meus rolés de bike pela cidade...
Comprei livros novos no início do mês e estava ansiosa para começar a ler todos ao mesmo tempo. Estava com várias ideias de conteúdos para tirar do bloco de notas, além de ter selecionado tags para responder e ter começado a escrever sobre o tema do mês do entreblogs (um projeto muito bacana de blogagem coletiva que encontrei mês passado e logo me fiz o favor de pedir para participar). Também tinha certeza que ia finalizar minha dissertação de mestrado até hoje. Mas nadica de nada aconteceu.
O universo olhou para os meus planos e deu uma boa risada.
Não é como se eu não estivesse acostumada. Até acho que lido numa boa com nada saindo conforme o planejado. Mas ter que cancelar uma viagem foi bem doloroso. Doeu literalmente quando peguei uma gripe forte e ganhei de brinde um pulso imobilizado por causa da tendinite. E o pior mesmo está sendo fechar o trimestre com a minha dissertação incompleta (eu não aguento maaais)!
Mas, ao menos hoje, no último dia do mês, tirei a sorte do azar de um temporal que caiu e, como de praxe aqui em casa, levou com ele a energia elétrica. Finalmente, tive que parar de olhar para o Excel. Meu primeiro pensamento foi "poxa, que pena, agora vou ter que ir dormir", mas logo em seguida lembrei que finalmente tinha a desculpa perfeita para abrir o blog e escrever. Simplesmente escrever.
Eu não pretendo chegar a lugar algum com este texto - meu notebook nem tem bateria suficiente para que eu tenha tempo de chegar em algum lugar. Só queria estar aqui mais uma vez, ainda em março, e finalmente estou.
Não é uma droga quando a vontade não basta para a gente conseguir escrever?